LIVROS

1) "Um Garoto Chamado Rorbeto" (2005)
2) "Diário Noturno" (2001)

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"Um Garoto Chamado Rorbeto"

PRÊMIO: Jabuti 2006 de Melhor Livro Infantil!

"Pra mim, um dos melhores meninos da geração do Gabriel o Pensador é Gabriel O Pensador. Não sei se ele conquistou minha simpatia irrestrita pelo seu jeito verdadeiro de ser ou porque me pareceu ser uma pessoa extremamente generosa. Eu amo pessoas generosas. Ele tem, também, talento e perseverança. Quando essas duas qualidades se juntam numa pessoa só, resultam num produto humano de primeira qualidade."
~ Ziraldo (na orelha do livro)

Em Um garoto chamado Rorbeto, o cantor e compositor Gabriel o Pensador conta uma história cheia de ritmo e da "verdade comovente" que Ziraldo observou no compositor - e agora confrade na literatura infantil. Com entusiasmo, é Ziraldo quem dá as boas-vindas a Gabriel no texto de orelha: "A história que conta aqui é, como ele, originalíssima, narrada com alegria, e inventiva".

TRECHO:

O nome do Rorbeto era assim, meio diferente. Na vila onde ele morava não tinha luz nem gás, mas isso não importava, pois ele gostava era de nadar nas águas do velho rio, subir na jaboticabeira e jogar futebol até a noite chegar. Lá todos os moradores se tratavam como parentes, até mesmo o cachorro Filé.
Assim como o rio, o curso da vida corria, e o Rorbeto cresceu um menino esperto e curioso. Aprendeu sozinho muitas coisas, inclusive a contar os amigos na ponta dos dedos: o pai, a mãe, o cão Filé e mais três. É aí que vem o susto: "Seis dedos em uma mão só?".

A descoberta deixou Rorbeto perturbado - afinal, nessa idade ninguém quer ser diferente. A primeira reação é querer esconder, pondo a mão numa sacola. Mas quando Rorbeto aprende a escrever, é justamente a mão com o dedo a mais que faz a letra mais bonita da classe.

Ouça trechos do livro no site da CosacNaif, lidos pelo próprio Gabriel! (mais de 6 minutos de leitura)


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"Diário Noturno"

"Pessoa pensante e artista falante', Gabriel pensa e diz, ao contrário dos que pensam que pensam e produzem ruído. Já era uma raridade musical, agora é uma raridade literária". Luis Fernando Veríssimo.

Quando era estudante de Comunicação Social, Gabriel Contino ficava incomodado com o conformismo dos colegas diante de problemas graves como a miséria, o racismo, a violência, a corrupção e as drogas. Para expressar sua indignação, começou a escrever letras de rap sobre todos os assuntos que o perturbavam. Suas músicas criativas e polêmicas logo conquistaram o público e a crítica e o tornaram conhecido nacionalmente como Gabriel O Pensador. Mas Gabriel não fica só nos versos. Do baú do rapper saltam textos de vários estilos, reunidos agora pela primeira vez com a publicação de DIÁRIO NOTURNO.

A produção literária de Gabriel se inicia na adolescência. Nessa época, o Pensador já transitava por diferentes classes sociais: estudava em colégio de classe média e pegava onda com a galera da favela da Rocinha. DIÁRIO NOTURNO acompanha diversas fases da criação de Gabriel O Pensador e suas influências. Traz poemas, crônicas e memórias versando sobre fatos e curiosidades que marcaram sua vida, reflexões sobre a sociedade, o ato de criar, suas experiências como cantor e compositor, a relação familiar e com os fãs. Da seleção, algumas preciosidades como redações escolares, reproduzidas do original, contendo notas e observações dos professores. Aliás, é aos professores que Gabriel dedica seu livro de estréia.

Pensador, poeta, compositor, rapper e surfista. O leitor descobrirá as diversas facetas deste jovem artista que, com suas reflexões inteligentes — capazes de serem apreciadas mesmo por aqueles que não têm muita intimidade com a linguagem rap — tornam DIÁRIO NOTURNO uma obra que reproduz o pensamento da geração hip hop.

Notívago de carteirinha, Gabriel O Pensador cria e até mesmo pega onda enquanto a maioria está dormindo. Iniciou a carreira de cantor de rap em 1992, com a polêmica música Tô feliz (Matei o Presidente). Desde então, lançou quatro álbuns, firmando-se no cenário musical brasileiro, português e dos países africanos de língua portuguesa pela criatividade, irreverência e qualidade de seus trabalhos.